Moledo

«Linda paisagem para artistas, formoso assunto para poetas, recanto delicioso para os fatigados retemperarem corpo e espírito.»
Marta de Mesquita da Câmara, 1939

Uma comunidade voltada ao mar

A Paróquia de São Paio de Moledo do Minho possui uma história profundamente ligada à sua localização entre o monte e o mar e à vivência da fé da sua comunidade.

Ao longo dos séculos, Moledo foi descrito como «o mais belo e harmonioso lugar de Portugal»¹ e como um lugar «de rosto sorridente voltado ao mar»².

A paróquia foi reitoria da apresentação da Casa de Vila Real, passando posteriormente a comenda do Duque de Caminha, até 1641, e, mais tarde, da Casa do Infantado, até 1834.

O seu orago é São Paio, cuja devoção continua a fazer parte da identidade e da vida religiosa da comunidade.

Moledo através dos tempos

Situada no norte de Portugal, no concelho, comarca e arciprestado de Caminha, distrito e Diocese de Viana do Castelo, Moledo possui uma história que remonta a tempos antigos.

No período romano, esta região era conhecida como país de Spacos. Mais tarde, durante o domínio árabe e ainda na época da monarquia, surge associada às Terras de Marinha de Vilar d’Âncora.

O próprio nome Moledo significa «pequeno montículo de pedras».

A freguesia encontra-se integrada na fértil veiga que se estende de Viana a Caminha, no chamado Vale de Marinha da Póvoa de Villar d’Âncora.

Desenvolvendo-se entre o monte e o mar, Moledo foi crescendo para norte, sul e poente. Atualmente, a freguesia possui uma área de 7,65 km².

A comunidade residente rondava os 1500 habitantes, segundo os Censos de 2001, número que aumenta significativamente durante o verão, devido à forte presença sazonal.

A Igreja e a história da Paróquia

Os documentos mais antigos relativos à Igreja Paroquial de Moledo parecem remontar ao século XV, embora existam referências históricas que poderão recuar aos tempos afonsinos, nomeadamente a 1258.

Ao longo da sua história, a paróquia esteve ligada a diferentes estruturas eclesiásticas.

Pertenceu à Diocese de Tui até ao século XV e, entre 1545 e 1549, esteve integrada na Comarca Eclesiástica de Valença.

Posteriormente, passou para a Arquidiocese de Braga, onde permaneceu durante muitos anos, até à criação da Diocese de Viana do Castelo, em 3 de novembro de 1977, à qual pertence atualmente.

Igreja Paroquial de São Paio de Moledo

Uma fé vivida em comunidade

A fé cristã ocupa um lugar central na vida da comunidade moledense.

A celebração da Eucaristia, os diferentes momentos do ano litúrgico e as diversas expressões de devoção continuam a reunir os fiéis e a manter viva uma tradição religiosa que atravessa gerações.

Para conhecer os horários atualizados das celebrações, consulte a página Horários das Missas, onde poderá encontrar informação relativa à Igreja Paroquial, aos restantes lugares de culto da freguesia e às paróquias do Arciprestado de Caminha.

Igrejas/Capelas e lugares de devoção

O fervor religioso da comunidade de Moledo foi deixando marcas visíveis na paisagem da freguesia. Ao longo dos tempos foram construídas várias igrejas e capelas, distribuídas pela povoação:

Igreja de Nossa Senhora das Preces
Igreja de Nossa Senhora ao Pé da Cruz
Igreja de Santo Isidoro
Capela de Santa Teresa
Capela de Santa Ana
Capela da Trindade

As três últimas são propriedade particular.

Alminhas e Cruzeiros

Para além das capelas, a devoção popular encontra expressão em diversas outras manifestações religiosas espalhadas pelo território.

Entre elas destacam-se o Roteiro das Alminhas e o Roteiro dos Cruzeiros, testemunhos de uma fé profundamente ligada à história e à identidade da comunidade.

Percorrer estes lugares é também uma oportunidade para conhecer a memória de Moledo, descobrir o seu património religioso e apreciar a paisagem que o envolve.

Festividades e devoção

A fé em Jesus Cristo manifesta-se ao longo do ano através da celebração dos diferentes tempos litúrgicos, bem como da devoção a Nossa Senhora e aos santos de especial veneração na comunidade.

As festividades religiosas constituem momentos privilegiados de oração, encontro e celebração, preservando tradições que foram passando de geração em geração.

Convidamos a conhecer a página Festividades Religiosas, onde poderá encontrar informação sobre as principais celebrações e momentos de devoção da comunidade.

Fontes e referências

¹ Lourenço Alves (1985), citando Manuel Busquets de Aguillar.
² Padre Lourenço Pereira da Costa (1972).

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