Moledo
Capela De Santo Isidoro
Capela De Nossa Senhora Das Preces
Celebração Da Eucaristia
Setembro a Junho:
Domingo | 11h30 Julho:
Domingo | 20 horas Agosto:
Sábado | 20 horas A Igreja Paroquial (os documentos mais antigos parecem reportá-la ao século XV, se bem que haja referências históricas em tempos afonsinos – 1258) pertenceu à diocese de Tui até ao século XV. Entre 1545 e 1549 encontrou-se integrada na Comarca Eclesiástica de Valença. Coube à diocese de Braga a sua pertença durante muitos anos até à criação da diocese de Viana do Castelo, a 3 de Novembro de 1977.
Edificada em estilo português, com sacristia anexa, está envolvida pelo adro, ajardinado em 1937 e com restaurações sucessivas, que dignifica o templo.
O relógio de sol, a sul, é digno de registo. A torre sineira, posterior à construção da Igreja, reveste-se de maior simplicidade e comporta dois sinos.
O acesso ao coro e à torre sineira processa-se por uma escada exterior, em granito.
A sacristia, anexa à parte esquerda da Igreja, comunicando com o altar-mor e com a sala anterior, sofreu ultimamente obras de restauro que fizeram sobressair aspectos de relevo, como o lavabo de pedra, datado de 1690, e o nicho de Nossa Senhora, bem como preciosos objectos de culto e complementos que se encontram expostos.
O seu interior, prendado pela luz natural que a torna mais airosa, vislumbra-se logo que passado o guarda-vento oitocentista. Destacam-se, a apontar para o estilo neoclássico, os altares de Nossa Senhora de Fátima e de Santo António, à direita, e os do Sagrado Coração de Maria (século XIX) e do Sagrado Coração de Jesus, à esquerda.
De permeio, pode observar-se, em estilo renascentista, o altar das Almas – retábulo em talha, de pormenor importantíssimo, sob uma representação da Santíssima Trindade. Em relevo, encontram-se as figuras da Senhora das Necessidades, da Senhora Ao Pé da Cruz e de Santa Luzia, ladeadas pelas de Santo Amaro e de São Bento. A guarnição aponta para o século XVII. Foi restaurado em 2008.
Ainda na nave, junto ao arco-cruzeiro, encontram-se as imagens de Nossa Senhora das Dores (à direita) e de São José (à esquerda). É curioso também observar o púlpito de pedra, datado de 1727, com balaustrada de madeira trabalhada, bem como a pia baptismal (1907), também em pedra, e que actualmente se encontra na capela-mor. Esta também de estilo neoclássico, com sucessivas reformas, nomeadamente em 1742, e tribuna em estilo barroco, de 1938. Ladeando o altar-mor encontram-se as imagens de São Paio (padroeiro) e de São Sebastião, reportadas ao século XVIII.
Diariamente celebra-se a Eucaristia, mas convida-se a consultar o horário das missas , não só na Igreja Paroquial, como nos restantes lugares de culto da freguesia e nas paróquias pertencentes ao Arciprestado de Caminha.
Capela Da Trindade
Propriedade particular, situada na parte alta da freguesia, no entroncamento da Rua do Prado com a Rua da Galé, foi mandada construir pelo reverendo Padre José Alves Casal da Cruz, em 1873, no local onde anteriormente se encontrava uma pequena ermida erigida ao Senhor do Socorro. Dedicada à Santíssima Trindade, este espaço, outrora de culto e provavelmente o mais rico e imponente em termos arquitectónicos, recebeu a designação do mistério fundamental do cristianismo, segundo o qual Deus é Uno na Sua natureza e essência, e Trino pelas três Pessoas que encerra a revelação da vida íntima de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. A representação da Santíssima Trindade encontra-se no centro do altar-mor, o qual possui igualmente as imagens do Sagrado Coração de Maria, de Santa Ana (com relíquia), do Senhor do Socorro, de São Francisco de Assis (em exposição aquando do jubileu da Ordem de São Francisco), de Nossa Senhora de Fátima, e um Presépio. O edifício é envolto por um adro fechado e o campanário foi mandado construir pelo mesmo clérigo em 1880, onde se podia consultar o primeiro relógio público de Moledo. O tecto em talha de madeira e, sob o coro, uma pintura a óleo com a representação dos apóstolos São Pedro e São Paulo, da autoria de João Ramos, completa o interior.
Outrora, era o único templo em Moledo que possuía órgão. Além do púlpito fixo, existia um móvel para as pregações ao ar livre.
Demolida que foi, em 1876, por razões que se prendem com a construção do caminho-de-ferro, a Capela de Nossa Senhora das Preces encontrava-se situada junto do ribeiro com o mesmo nome e implantada no caminho de Santiago. Ficou na esperança dos moledenses, a construção de um novo edifício que desse resposta a todos os que a procuram, sobretudo em tempos de veraneio. Um espaço que objectivasse o encontro da comunidade na Eucaristia dominical, já que a Igreja Paroquial se revela com localização descentrada em relação à zona turística. Entretanto, a Eucaristia celebrava-se na capela privada de Santa Tereza, propriedade da família Sousa Rego. Exígua, com crescente participação na Eucaristia e precariedade de utilização, tomou forma a necessidade pastoral de encontrar um espaço de culto condigno.
Com o apoio da Junta de Freguesia, foi cedido em direito de superfície, em Outubro de 1990, o terreno de Fonte Nova. Fruto da generosidade de 20 paroquianos, é constituída a Comissão de Obras (nomes omitidos — RGPD). A Comissão angaria fundos e vontades e consegue, em 1991, junto da Câmara Municipal de Caminha, a licença de construção, sendo os trabalhos iniciados em Fevereiro de 1992, sob a direcção dos arquitectos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez e construída pela firma Carlos José Fernandes & C.ª, Lda, de Moledo. Vai-se concretizando com as ofertas dos fiéis, sendo o seu custo total de vinte e dois milhões de escudos. Benzida pelo Vigário geral da Diocese, é aberta ao culto em Julho de 1993, ainda inacabada. Em 1996 a Junta de Freguesia, por escritura, vende à Fábrica da Igreja Paroquial o terreno onde a capela se encontra implantada. A dedicação da Igreja é realizada por delegação de Sua Excelência Reverendíssima, D.
Armindo Lopes Coelho, Bispo da Diocese de Viana do Castelo, na pessoa do Reverendíssimo Monsenhor Dr. Antonino Eugénio Fernandes Dias, Reitor do Seminário Diocesano de Viana do Castelo, no dia 15 de Agosto de 1996, data da festa da Assunção da Virgem Maria ao Céu, com a presença de vários sacerdotes, autoridades e povo de Deus.
Esta obra nasceu, sobretudo, fruto da dedicação e trabalho de “ um padre obreiro, probo e incansável na sua missão humana de bem servir (sem se servir) a ricos e a pobres e de nunca perguntar, a quem serve, se é católico ou ateu, é a ele que se deve esta obra, que é de todos, e a todos dignifica, esse homem chama-se Padre Valdemar ” palavras de Manuel Guardão, Presidente da Junta de Freguesia de Moledo, na época.
A capela da Senhora das Preces é um templo moderno, fruto da renovação da arquitectura religiosa do final do século XX, em que a arte, com um traço do nosso tempo, nos eleva também até DEUS.
Na vigília da Dedicação da Capela na Assunção da Virgem Maria, foi pronunciada uma oração de reconhecimento e de gratidão: pela aquisição do terreno, situado na zona em que a anterior capela deu o nome; pela comissão de obras, constituída por vinte pessoas que deram a cara, o tempo, as ideias e pediram porta a porta; por toda a gente que recebeu e ofertou; pelos trabalhadores que fizeram crescer a capela; pelos que ofereceram materiais; pelos que a desenharam, projectaram e calcularam; pelos que ofereceram gratuitamente o seu trabalho; pelos que cuidam da limpeza, flores e arranjo:
Santíssima Virgem Maria, Senhora das Preces, Aqui vimos nesta noite, em Vigília da Tua Assunção Gloriosa, Para Te louvar, na certeza de que estás junto de Deus em Corpo e Alma.
Aceita esta nossa oração nesta noite.
Aceita a generosidade destes teus filhos que, sendo pecadores, Necessitam da Tua ajuda maternal e, generosos, Construíram este Templo em Tua Honra, onde sentem a Tua protecção.
Seja também esta prece a gratidão de todos os que, generosamente, Edificaram este Templo.
Crentes da Tua presença entre nós, Senhora das Preces, reza connosco, Por Teu Filho Jesus ao Pai do Céu.
Amén.
No jardim de uma residência particular, na Avenida de Santana, foi erguida em 1903, em Moledo, uma capela trazida de Argela (1749), como pertença de Álvaro Rego.
De estilo oitocentista, é dedicada a Santa Tereza, cuja imagem em pedra, na porta de entrada, se faz acompanhar da de São João (estas imagens foram roubadas). O altar-mor, todo em pedra lavrada, tem ao centro Santa Tereza. O baixo-relevo, em seis quadros, apresenta a vida e a paixão de Jesus Cristo.
Durante vários anos, em tempo de Verão, e até à construção da Capela de Nossa Senhora das Preces, pertença da Igreja, foi possível aqui celebrar a Eucaristia Dominical até que o espaço se revelou exíguo, dada a afluência de fiéis.
Capela De Nossa Senhora Ao Pé Da Cruz
Sábado | 8H30
Capela De Santa Tereza De Ávila
A sul da parte central da freguesia, na antiga Estrada Nacional 13, hoje Avenida de Santana, quando cruza com a Rua de Rouxico, foi construída em 1864/5, com o trabalho de pedreiros moledenses, por ordem de um piedoso lavrador, de nome António Manuel Casal Alves da Cruz, a Capela de Santa Ana, pertença particular, dedicada a Santa Ana, mãe de Maria, cujas imagens se encontravam no altar-mor. Daí os altares laterais a revelarem a história bíblica: de um lado, a representação do nascimento de São João Baptista, acompanhado dos pais, São Zacarias e Santa Isabel, retratando a visita feita por Nossa Senhora iluminada pelo Anjo da Anunciação; e do outro, em prateleiras, o Presépio, a Sagrada Família, e São José. Ainda outras imagens: Nossa Senhora da Bonança, Santo António, São Joaquim, São Francisco, São Bento, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora das Preces, sendo esta a existente numa anterior capela com o mesmo nome e cuja demolição se ficou a dever à construção da linha-férrea (1876).
De fachada em estilo neoclássico, as pinturas do tecto estucado representam patriarcas e profetas. A cruz do telhado (a poente), o relógio de sol (parede sul) e a pedra lavrada com a indicação MDCCCLXV, sobre a porta principal, rematam o exterior do edifício.
Actualmente, esta capela, não qualquer imagem no seu interior.
Contemporânea de Santa Tecla – Galiza – Espanha, a capela de Santo Isidoro foi construída a sul da freguesia de Moledo, junto ao mar, sobre os rochedos da praia, provavelmente em 1652 (data inscrita), ou 1600, ou 1629, de acordo com o que consta de privilégios e indulgências atribuídos à Irmandade por SS Clemente VIII e Urbano VIII, respectivamente.
Toda ela construída em pedra, protegida por um alpendre exterior. No altar único encontra-se a imagem do santo. O púlpito exterior permitia as pregações à multidão.
A grande devoção a Santo Isidoro, também denominado “Sant’Isidores”, na terminologia popular, pelo povo da aldeia (e aldeias vizinhas da lindíssima veiga que se estende entre a foz do Rio Minho e a do Rio Lima) foi sustentada por uma confraria cuja fundação se esvai na memória dos tempos, provavelmente no século XVII (os estatutos datam de 1600) e deixou de estar organizada no ano 1975. Esta veneração deve-se ao facto de, em tempos de seca, acorrerem em romagem, entoando “cramores” (clamores) promovidos pela irmandade, pedindo a intercessão divina através de vários santos, nas diversas freguesias para que a chuva viesse em breve e em abundância, sustendo a fartura das suas colheitas.
Os clamores, pedindo a intercessão divina ao ritmo da caminhada, encontram, quiçá, explicação na ideia do percurso dos judeus ao longo do deserto, da libertação do jugo egípcio, do trajecto de Cristo entre a Cruz e a Ressurreição, da viagem do ser humano pelas dificuldades da vida (cf. Gabriela Oliveira, 2007).
Santo Isidoro encontra-se incluído neste vasto conjunto de intercessores, sendo o clamor realizado no dia 25 de Julho. A devoção a Santo Isidoro ultrapassou as fronteiras da freguesia e do país, estendendo-se com mais fervor à vizinha Galiza, donde vinham muitos romeiros.
De acordo com a informação de “Maria Pequena” (2010), na procissão, traziam um presente ao santo, uma telha (usada como medida) com sal, considerado como artigo de muito valor (tempero e conservação) Este hábito foi caindo em desuso, passando a carregar apenas a telha (cf. Gabriela Oliveira, 2007), tradição que também se foi perdendo.
A irmandade de Santo Isidoro abrangia 14 freguesias, de Viana até Caminha. Os romeiros, representados por uma pessoa de cada casa, cumpriam votos de presença anual. Continua a ter a sua sede na Capela de Santo Isidoro e encontra-se, de momento, apenas com a celebração da Eucaristia e procissão, realizada habitualmente no último domingo de Julho.
A Capela de Nossa Senhora Ao Pé da Cruz, composta por dois corpos (capela–mor e nave, encimada por uma torre com quatro sinos, com escada de acesso exterior, a qual serve igualmente o espaço do coro), foi edificada em 1695 no lugar onde se encontrava uma pequena ermida, denominada Nossa Senhora da Piedade. Uma cruz setecentista remata a entrada. No interior, forrado de madeira de castanho em 1706, os altares de Nossa Senhora de Lurdes (direita) e de Nosso Senhor preso à coluna (esquerda) compõem os espaços laterais.
A Capela situa-se no entroncamento da Avenida Nossa Senhora Ao Pé da Cruz com a Rua de Paranhos e a Rua de Paracoba.
A imagem da Senhora (também apelidada como Senhora da Piedade – nome dado a Maria Santíssima – o amor mais ardente de todos os que O seguiam …), da autoria do escultor caminhense Domingos Ferreira (1700), no centro do altar-mor, revela um dos momentos fortes da Paixão do Senhor com Sua Mãe sentada junto à cruz. A imagem da Virgem, antiquíssima, era de roca, apenas com dois palmos de altura, passou para a sacristia, por ordem do então pároco, Padre Gonçalo da Rocha.
Desde então (1700), a festa da Senhora, como é designada pelos moledenses e amigos de Moledo, celebra-se anualmente no primeiro domingo de Agosto, contando com a presença fervorosa de todos os que, de perto ou de longe, podem afluir a Moledo nesse dia.
Em 1961, João Maria Marrucho mandou edificar a Casa da Senhora Ao Pé da Cruz, com o objectivo de dar apoio às festividades. As várias comissões de festas têm vindo a restaurar sucessivamente o edifício e espaços envolventes.
No largo, frente à capela, ergue-se, em ferro, uma simples e harmoniosa cruz assente sobre uma peanha de granito (2000).
Para mais informações consulte Festividades Religiosas – Moledo .
Festa Em Honra De
Santo Isidoro
Último domingo de Julho
Lugares De Culto – Moledo
Igreja Paroquial
Segunda, Terça, Quarta e Sexta-feira | 18 horas* Sábado | 18 horas* Domingo | 10 horas * Horário de Inverno
Capela De Santana
Cristelo
Festividade
1º domingo de Setembro
Lugares De Culto – Cristelo
Igreja Paroquial
Eucaristia
Quarta e Sexta-feiras | 17 horas* Domingo | 9 horas * Horário de Inverno A Igreja Paroquial situa-se a norte da freguesia, tendo a seus pés a paisagem deslumbrante em que as tonalidades do verde da veiga e do pinhal, se cruzam com a da terra acabada de lavrar e com a das águas do rio e do mar, podendo apenas ouvir-se os sons oferecidos pela natureza. Convida à contemplação e à interiorização.
A referência à sua construção perde-se na memória dos tempos, sabendo-se, porém, que a pia baptismal data de 1739 e que a fachada apresenta pormenores de construção identificados com o século XVIII. A porta lateral, a norte, acusa um estilo em arco, seiscentista, e a escadaria, à direita, dá acesso ao coro e ao campanário. Contempla o espaço de culto, a sacristia, a torre do campanário com dois sinos e o adro, cimentado e ajardinado em 1939, que rodeia todo o templo. As últimas obras (2009), na extensão circundante e escadaria de acesso ao adro, dignificaram o espaço, cujo projecto pertenceu ao arquitecto Carlos Araújo. As obras foram possíveis devido a um esforço conjunto da Câmara Municipal de Caminha, Junta de Freguesia de Cristelo e Paróquia de Cristelo.
Do lado sul situa-se a casa da Irmandade das Almas, com casas de banho bem como dois grandes salões, sendo um para festas, reuniões e trabalhos e outro funciona como Capela Mortuária.
A capela-mor, com retábulo em estilo barroco, exibe um sacrário de grande beleza com baixos-relevos. Nas pinturas laterais podem ser apreciadas as imagens de São Paulo e São Francisco, à direita, e as de São Pedro e Santo António, à esquerda. Em tempos terá existido na tribuna uma imagem de Cristo crucificado, datada do século XVIII. À esquerda pode ser venerado o padroeiro, São Tiago, cuja festa se realiza a 25 de Julho, e à direita Nossa Senhora da Conceição.
Junto ao arco cruzeiro, o altar do lado direito contempla as imagens do Coração de Jesus, do Coração de Maria e do Menino Jesus. São Sebastião, de grande devoção popular, situa-se num nicho situado do lado direito. Do lado esquerdo, um baixo-relevo, em talha simples, é dedicado às Almas. As imagens da Senhora do Rosário, de Nossa Senhora das Dores e de Santo António, todas do século XVIII e a de Santa Teresinha, mais moderna, compõem o espaço Norte. No lado Sul situam-se as imagens de São José e de Nossa Senhora de Fátima.
Os tectos da capela-mor e da sacristia foram mandados forrar, em madeira, pelo Cónego Dr.
José Pedro da Costa, quando em Agosto de 1818 visitou Cristelo. Tem sido esta Igreja beneficiada, também com a ajuda da Junta de Freguesia, de várias obras de restauro, nomeadamente em 1900, 1909, 1930, 1938 (com a colocação de um sino durante a festa do padroeiro), 1980 (tectos, pavimentação das sacristias), 2001 (eliminando o soalho existente e recuperando as guias de pedra aí existentes com a colocação de taburnos de madeira) e 2003 (substituição do telhado).
Capela De Nossa Senhora Do Bom Sucesso
Numa ligeira elevação da mata do Camarido, em frente ao Rio Minho, quando este beija as águas do Oceano Atlântico, encontramos uma pequena capela que ficou a dever a sua existência ao insucesso da tentativa de invasão francesa. Em 1809, quando o general Soult tentava entrar em Portugal pelo Rio Minho, as gentes de Caminha, devotas da Senhora das Neves, pediram a sua intercessão e cumpriram a promessa de erigir-lhe uma capela, ali mesmo, se conseguissem sair vitoriosas no combate de 16 de Fevereiro. A marca do tempo provocou um tal estado de degradação que em finais do século XIX ficou praticamente destruída. Em seu lugar, entre 26 de Julho e 28 de Setembro de 1941, por iniciativa de Manuel Rodrigues Pires e da colaboração de Manuel Busquets de Aguilar, homens de Cristelo restauraram completamente o edifício, onde foi colocada uma imagem da Senhora das Neves, estilo setecentista, oferecida pelo caminhense Domingos Roque.
A capela foi toda restaurada (telhado, tecto, paredes e chão) a expensas da Paróquia de Cristelo.
Em Nossa Senhora do Bom Sucesso, nome pelo qual passou a ser conhecida, também chamada de Nossa Senhora das Areias, encontramos a devoção do povo a Maria pela intercessão junto do Filho para que Portugal não sofresse os efeitos da segunda invasão francesa. A graça concedida trouxe grande fervor às pessoas das redondezas, realizando-se, anualmente, a sua festa no 1.º Domingo de Setembro.
Além da imagem da Virgem, que recebe também o nome de Nossa Senhora das Areias, central, existem, ainda as imagens de Nossa Senhora de Fátima e da Rainha Santa Isabel. As imagens de São Nicolau, Santo Expedito, Senhora da Conceição e Santa Teresinha do Menino Jesus encontram-se, actualmente, na Igreja Paroquial.
Sobre a porta principal pode ler-se:
« Esta Capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso, edificada para comemorar a victória portuguesa contra o exército francês da 2ª invasão em 16/2/1809, arruinou-se nos fins do século XIX, e foi reconstruída integralmente por iniciativa de Manuel Rodrigues Pires, com a colaboração do Dr. Manuel Busquets de Aguilar, e auxílio dos habitantes de Cristelo.
É propriedade da freguesia de Cristelo e foi inaugurada a 28/9/1941. »
Capela De Nossa Senhora Da Ínsua
De costas para o Pinhal do Camarido, numa ilha situada no Oceano Atlântico, onde desagua o Rio Minho, entre rochedos graníticos e algumas extensões de areia, ergue-se uma fortaleza conhecida já desde os primeiros geógrafos romanos. Com a forma de uma estrela hexagonal, foi mandada construir por D. João I, em 1388, reedificada e ampliada por D. Manuel, em 1512.
No interior da fortaleza foram construídos a capela e convento franciscano, fundado por Frei Diogo Aires, em 1392, e dedicados a Nossa Senhora da Ínsua (antiga ermida de Santa Maria de Carmes).
Segundo alguns autores, neste local terá existido, em tempos pré-históricos, um templo dedicado a Saturno, deus romano, que ensinava a arte da agricultura para que houvesse riqueza e abundância. Passando o Padre Frei Gonçalo Marinho pela vila de Caminha, encontrou este espaço muito acomodado ao seu fervoroso espírito e culto mariano, onde se poderiam entregar à oração e contemplação das coisas do céu. Aqui, os habitantes, debaixo da protecção da Virgem Maria, sentir-se-iam seguros e defendidos das tempestades de Inverno, das furiosas ondas do mar, dos assaltos de corsários e piratas,…
Em Nossa Senhora da Ínsua, Santa Maria da Ínsua, mas também conhecida por Senhora da Salva, encontramos Maria junto à gente do mar. Os mareantes e pescadores chamam-lhe a “Estrela-do-mar” (o forte tem uma configuração estrelada) e dizem que « na Ínsua não entra quem quer, mas só quem sabe » e a presença da Mãe de Deus os acompanha. Consideram-na “Remédio” para a saúde daqueles que a visitam e navega nos barcos dos homens do mar para as festas dos pescadores. A capela atravessa, actualmente, um grave estado de deterioração, pelo que a imagem de Nossa Senhora da Ínsua se encontra à guarda da Igreja Paroquial de Caminha.
A capela é construída com grossas paredes impeditivas de se ouvir o barulho do mar. Duas outras singularidades prendem a atenção dos curiosos e visitantes da fortaleza: uma fonte de água potável e a não existência de roedores. O Forte da Ínsua divide em duas a barra: a galega a norte, e a portuguesa a sul. Esta ilha fica incomunicável quando o mar ruge forte e as ondas se precipitam em fúria.
O Forte da Ínsua está classificado como Monumento Nacional desde 1910, tendo sido cedido ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo em 2003, podendo ser, possivelmente, transformado num Centro de Estudos de Recursos e Animação do Mar e dos Rios, dedicado aos estudos e investigação sobre pesca, aquacultura, recursos hídricos e ambiente, e ainda à animação e ao turismo científico-cultural.
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