Moledo

Igreja Paroquial

Celebração da Eucaristia:
Terças-feiras e Sextas-feiras
- 17h00 (horário de Inverno)
- 18h00 (horário de Verão)
Domingo
- 10h00

Os documentos mais antigos parecem situar a Igreja Paroquial no século XV, embora existam referências históricas à paróquia já em tempos afonsinos, nomeadamente em 1258.

A Igreja pertenceu à Diocese de Tui até ao século XV. Entre 1545 e 1549, encontrava-se integrada na Comarca Eclesiástica de Valença. Posteriormente, pertenceu à Arquidiocese de Braga durante vários séculos, até à criação da Diocese de Viana do Castelo, em 3 de novembro de 1977, à qual passou a pertencer.

Edificada em estilo português e com sacristia anexa, a igreja encontra-se envolvida pelo adro, ajardinado em 1937, que, juntamente com as sucessivas obras de restauro, contribui para a dignificação e valorização do templo.

A sul, merece particular destaque o relógio de sol. A torre sineira, construída posteriormente à igreja, apresenta maior simplicidade arquitetónica e alberga dois sinos. O acesso ao coro e à torre sineira faz-se por uma escada exterior em granito.

A sacristia, anexa ao lado esquerdo da igreja e com comunicação com o altar-mor e com a sala que a antecede, foi objeto de obras de restauro que permitiram valorizar diversos elementos de interesse, entre os quais se destacam o lavabo de pedra, datado de 1690, e o nicho de Nossa Senhora. Encontram-se também expostos diversos objetos de culto e outros elementos de valor histórico e religioso.

O interior da igreja, favorecido pela abundante luz natural, torna-se mais amplo e acolhedor logo após a passagem pelo guarda-vento oitocentista. De inspiração neoclássica, destacam-se, do lado direito, os altares de Nossa Senhora de Fátima e de Santo António e, do lado esquerdo, os altares do Sagrado Coração de Maria, do século XIX, e do Sagrado Coração de Jesus.

Entre estes, encontra-se o altar das Almas, de influência renascentista, cujo retábulo em talha apresenta um trabalho de grande riqueza e pormenor. Sobre ele encontra-se uma representação da Santíssima Trindade e, em relevo, as figuras de Nossa Senhora das Necessidades, Nossa Senhora ao Pé da Cruz e Santa Luzia, ladeadas por Santo Amaro e São Bento. A sua guarnição aponta para o século XVII. Este retábulo foi restaurado em 2008.

Ainda na nave, junto ao arco-cruzeiro, encontram-se as imagens de Nossa Senhora das Dores, do lado direito, e de São José, do lado esquerdo.

Merecem igualmente destaque o púlpito de pedra, datado de 1727, com balaustrada de madeira trabalhada, e a pia baptismal, também em pedra, datada de 1907 e atualmente localizada na capela-mor.

A capela-mor, de estilo neoclássico, foi alvo de sucessivas reformas, nomeadamente em 1742, e apresenta uma tribuna em estilo barroco, datada de 1938. Ladeando o altar-mor encontram-se as imagens de São Paio, padroeiro da paróquia, e de São Sebastião, ambas atribuídas ao século XVIII.

Os horários das celebrações nos restantes lugares de culto da freguesia e nas paróquias do Arciprestado de Caminha podem ser consultados neste site, no separador “Celebrar”.

Igreja de Nossa Senhora de Ao Pé da Cruz

Celebração da Eucaristia:
Segundas-feiras
- 17h00 (horário de Inverno)
- 18h00 (horário de Verão)

A Igreja de Nossa Senhora ao Pé da Cruz, composta por dois corpos — capela-mor e nave — e encimada por uma torre com quatro sinos, foi edificada em 1695, no local onde existia uma pequena ermida dedicada a Nossa Senhora da Piedade. A torre dispõe de uma escada de acesso exterior, que serve igualmente o espaço do coro. Uma cruz setecentista remata a entrada da Igreja.

O interior, forrado a madeira de castanho em 1706, apresenta, nos espaços laterais, os altares de Nossa Senhora de Lourdes, do lado direito, e de Nosso Senhor Preso à Coluna, do lado esquerdo.

Esta Igreja situa-se no entroncamento da Avenida Nossa Senhora ao Pé da Cruz com a Rua de Paranhos e a Rua de Paracoba.

Ao centro do altar-mor encontra-se a imagem de Nossa Senhora ao Pé da Cruz, também conhecida como Nossa Senhora da Piedade, da autoria do escultor caminhense Domingos Ferreira, datada de 1700. A imagem representa um dos momentos mais marcantes da Paixão de Cristo, com a Virgem Maria sentada junto à cruz.

A imagem da Virgem, de origem muito antiga, era inicialmente uma imagem de roca, com apenas dois palmos de altura. Por ordem do então pároco, Padre Gonçalo da Rocha, foi posteriormente transferida para a sacristia.

Desde 1700, celebra-se anualmente a festa da Senhora, como é carinhosamente designada pelos moledenses e por todos os amigos de Moledo. A festividade realiza-se no primeiro domingo de agosto e reúne, com particular devoção, todos aqueles que, de perto ou de longe, se deslocam a Moledo para participar neste dia de festa.

Em 1961, João Maria Marrucho mandou edificar a Casa da Senhora ao Pé da Cruz, com o objetivo de apoiar a realização das festividades. Ao longo dos anos, as diversas comissões de festas têm promovido sucessivas obras de restauro e valorização do edifício e dos espaços envolventes.

No largo, em frente à Igreja, ergue-se uma simples e harmoniosa cruz de ferro, assente sobre uma peanha de granito, datada de 2000.

Igreja de Nossa Senhora das Preces

Celebração da Eucaristia:
2º e 4º sábados de cada mês
- 17h00 (horário de Inverno)
- 18h00 (horário de Verão)

A antiga Capela de Nossa Senhora das Preces foi demolida em 1876, por razões relacionadas com a construção do caminho de ferro. Situava-se junto ao ribeiro com o mesmo nome e encontrava-se implantada no caminho de Santiago.

Durante muitos anos, permaneceu entre os moledenses o desejo de construir um novo espaço de culto que pudesse acolher todos os que a ele recorressem, sobretudo durante a época balnear. Pretendia-se criar um espaço de encontro da comunidade para a celebração da Eucaristia, uma vez que a Igreja Paroquial se encontra mais afastada da zona turística.

Entretanto, a Eucaristia era celebrada na capela privada de Santa Teresa, propriedade da família Sousa Rego. A reduzida dimensão do espaço, o crescente número de participantes nas celebrações e as limitações à sua utilização tornaram evidente a necessidade pastoral de encontrar um espaço de culto mais amplo e adequado.

Com o apoio da Junta de Freguesia, foi cedido, em direito de superfície, em outubro de 1990, o terreno de Fonte Nova. Fruto da generosidade de vinte paroquianos, foi constituída uma Comissão de Obras, composta por Antero José Machado, António Augusto Capela Vieira, António da Costa Peres, Armando José Carvalho Afonso, Benjamim José Branco Cerqueira, Bento Fernandes Sobreiro, Carlos Baptista Sobreiro, David Sintrão Pereira, Fernando Faria Veiga, João Correia do Seixo, Jorge Abílio Gonçalves Fão, José Lima Costa, José Luís Salgueiro Casal da Veiga, Jovino Manuel da Veiga Camelo, Júlia da Conceição Santos Sousa, Manuel José de Abreu, Manuel Luís Ribeiro Fernandes, Manuel Monteiro Guardão, Manuel Rodrigues Costa e o pároco, Padre Valdemar Pereira Matos Fernandes.

A Comissão dedicou-se à angariação de fundos e ao envolvimento da comunidade, conseguindo, em 1991, junto da Câmara Municipal de Caminha, a licença de construção. Os trabalhos tiveram início em fevereiro de 1992, sob a direção dos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, sendo a obra executada pela firma Carlos José Fernandes & C.ª, Lda., de Moledo.

A construção foi sendo concretizada com o contributo e as ofertas dos fiéis, tendo o custo total ascendido a vinte e dois milhões de escudos. Benzida pelo Vigário-Geral da Diocese, a Igreja foi aberta ao culto em julho de 1993, ainda inacabada.

Em 1996, a Junta de Freguesia, por escritura, vendeu à Fábrica da Igreja Paroquial o terreno onde a Igreja se encontra implantada. A dedicação da Igreja realizou-se, por delegação de Sua Excelência Reverendíssima D. Armindo Lopes Coelho, Bispo da Diocese de Viana do Castelo, na pessoa do Reverendíssimo Monsenhor Dr. Antonino Eugénio Fernandes Dias, Reitor do Seminário Diocesano de Viana do Castelo, no dia 15 de agosto de 1996, solenidade da Assunção da Virgem Maria ao Céu. A celebração contou com a presença de vários sacerdotes, autoridades e fiéis.

Esta obra nasceu, sobretudo, da dedicação e do trabalho do Padre Valdemar Pereira Matos Fernandes, então pároco, cuja ação foi reconhecida pela comunidade. Nas palavras de Manuel Guardão, Presidente da Junta de Freguesia de Moledo à época:

“Um padre obreiro, probo e incansável na sua missão humana de bem servir (sem se servir) a ricos e a pobres e de nunca perguntar, a quem serve, se é católico ou ateu, é a ele que se deve esta obra, que é de todos e a todos dignifica. Esse homem chama-se Padre Valdemar.”

A Igreja de Nossa Senhora das Preces é um templo moderno, fruto da renovação da arquitetura religiosa do final do século XX. Através de uma linguagem arquitetónica contemporânea, procura criar um espaço que, pela arte e pela sua dimensão espiritual, eleve também os fiéis ao encontro com Deus.

Na vigília da Dedicação da Igreja, por ocasião da solenidade da Assunção da Virgem Maria, foi proferida uma oração de reconhecimento e gratidão por todos os que contribuíram para a concretização desta obra: pela aquisição do terreno, pela Comissão de Obras, pelos que deram o seu tempo, ideias e trabalho, por todos os que receberam e ofereceram, pelos trabalhadores, pelos que disponibilizaram materiais, pelos arquitetos e técnicos que a desenharam, projetaram e calcularam, pelos que ofereceram gratuitamente o seu trabalho e por todos os que cuidam da limpeza, das flores e do seu arranjo.

Oração de reconhecimento e gratidão

Santíssima Virgem Maria, Senhora das Preces,
aqui vimos nesta noite, em Vigília da Tua Assunção Gloriosa,
para Te louvar, na certeza de que estás junto de Deus em Corpo e Alma.

Aceita esta nossa oração nesta noite.
Aceita a generosidade destes teus filhos que, sendo pecadores,
necessitam da Tua ajuda maternal e, generosos,
construíram este Templo em Tua honra, onde sentem a Tua proteção.

Seja também esta prece a gratidão de todos os que, generosamente,
edificaram este Templo.

Crentes da Tua presença entre nós, Senhora das Preces, reza connosco,
por Teu Filho Jesus ao Pai do Céu.

Amén.

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