Roteiro dos Cruzeiros — Moledo
Cruzeiro Do Sino Dos Mouros
Bem no alto da encosta, outrora avistado de todos os pontos da povoação e donde se pode ainda desfrutar uma paisagem paradisíaca, fica, incrustado num conjunto de penedos, o Cruzeiro do Sino dos Mouros (nome que se deve à existência de uma laje granítica de grandes dimensões e cujo som, ao bater com uma pedra, lembra o tocar dos sinos). Também conhecido por Cruzeiro do Facho (por ter servido de atalaia, isto é, vigia, no tempo dos lusitanos e local onde se acendia um luzeiro durante a guerra peninsular com os franceses), foi mandado construir por Manuel Busquets de Aguilar e pelo Padre José Baptista Alves Lírio. A sua edificação (1940) pretendeu comemorar o oitavo centenário da fundação da nacionalidade portuguesa e o terceiro da sua restauração. Sobre a peanha, em degraus de granito, assenta a cruz em cimento armado.
Cruzeiro
De Nossa Senhora Das Preces
Junto à nova capela dedicada a Nossa Senhora das Preces, ergue-se uma cruz, em madeira de pinho, sinal presente de percurso cristão, o qual confere grande dignidade ao espaço.
Cruzeiro Do Ingusto
Também conhecido por Cruzeiro da Gateira, a cruz granítica da região é simples e situa-se no Largo do Ingusto, pelo que resultou o primeiro epíteto. Desconhece-se a altura da sua edificação.
Aqui se realizavam também os clamores de Santo Isidoro.
Cruzeiro De Santo Isidoro
No dia de Santiago, 25 de Julho de cada ano, era costume realizar uma procissão de clamores que partia da Capela de Santo Isidoro, frade franciscano ou maior erudito da Espanha visigótica, e terminava no local onde se ergueu uma cruz simples em pedra granítica, assente numa peanha da mesma laje e envolta por um muro que servia de banco de descanso aos fiéis.
Os clamores, também designados pela eloquência popular como “cramores”, constituíram uma tradição religiosa significativa que, a pouco e pouco, caiu em desuso.
A memória dos mais seniores de Moledo faz-nos reviver o percurso e as tradições. Conta-se que, como o já nos finais do século XIX, para reforçar o clamor pedindo a intercessão de Santo Isidoro, as pessoas que incorporavam a procissão levavam uma telha à cabeça. Telha essa que serviria para “telhar” ou reparar a cobertura da Capela, muitas vezes destruída pelo mau tempo (Maria Pequena, 88 anos).
A irmandade de Santo Isidoro, cuja instituição data de tempos remotos, abrangia catorze freguesias, de Viana até Caminha. Os romeiros, representados por uma pessoa de cada casa, cumpriam votos de presença anual. A irmandade tem a sua sede na Capela de Santo Isidoro e encontra-se, de momento, pouco activa.
Cruzeiro Do Cemitério
Como na maior parte dos cemitérios de origem cristã, o cruzeiro identifica a fé com que os familiares e amigos pretendem resguardar e acompanhar os seus entes queridos.
“Cumprir o doloroso dever de enterrar os mortos.” Também em Moledo, no novo cemitério local junto da Capela de Nossa Senhora Ao Pé da Cruz se encontra um cruzeiro em granito, mandado construir pela Junta de Freguesia..
Roteiro Dos Cruzeiros – Moledo
Marco histórico da Cristandade, o cruzeiro é uma cruz grande, normalmente em pedra, simples ou lavrada, componente falante na paisagem humanizada, testemunha da fé em Jesus Cristo. Considerado o símbolo mais precioso e mais adorável de todos os objectos relatados na Sagrada Escritura, esta representação, normalmente localizada em lugares centrais das freguesias ou em sítios ermos, nos caminhos, largos ou adros das povoações, aparece isolada ou com figuras complementares. Moledo oferece aos visitantes padrões de grande simplicidade e outros de maior imponência:
Cruzeiro Do Ladário
Em tempos cuja memória já perdeu o registo, no local onde se reuniam procissões de ladainhas ou preces públicas de penitência (os clamores) que iam até Santo Isidoro, ergueu-se uma simples cruz no monte fronteiriço à Capela. O actual, conforme a inscrição, data de 1894.
Segundo referências populares, contadas por Joaquim Seixo, actual Presidente da Junta de Freguesia, sempre que o ano era de rigorosa seca, no final da procissão entre o Cruzeiro de Santo Isidoro e a respectiva Capela, as pessoas continuavam o clamor subindo até ao Cruzeiro do Ladário, reforçando assim as suas preces.
Pelos anos sessenta, de acordo com informações populares, uma brincadeira de jovens partiu o eixo horizontal da cruz (patibulum), tendo resistido apenas a peanha e o eixo vertical ((staticulum).
O incêndio ocorrido este Verão de 2010 pôs a nu o que restava do Cruzeiro. Em boa hora, a Junta de Freguesia recuperou as peças partidas do patibulum, tendo-as colado e recolocado no respectivo lugar.
O próprio termo ladário significa forma pública de orações vocais (clamores), de súplica ou de intercessão, para afastar as calamidades ou aflições, as quais remontam aos primórdios do Cristianismo.
Do Senhor Dos Necessitados
De grande significado artístico e espiritual (consagração de Moledo a Deus), situa-se no centro do Largo do Cruzeiro. Foi construído em 1778 e compreende a peanha com degraus, a coluna trabalhada e a cruz contendo, de um lado, a imagem de Jesus Cristo e, do outro, a imagem de Nossa Senhora. A inscrição gravada na pedra dá razão ao nome atribuído:
Os Dos N
Cecita
Dos
De Nossa Senhora Ao Pé Da Cruz
No largo frente à Capela da Senhora, ergue-se, em ferro, uma simples e harmoniosa cruz assente sobre uma peanha de granito.
Foi mandada construir pela comissão de festas de Nossa Senhora Ao Pé da Cruz, em 2000.
Na base, lavrada em pedra, encontra-se a seguinte inscrição:
Ano 2000 – 1 de Janeiro
Santa Maria Mãe De Deus
Jubileu De Jesus Cristo
Na Mão De Deus
E No Regaço De Maria
Senhora Ao Pé Da Cruz
Agradecemos O Passado
E Avançamos Confiantes
Para O Futuro.
Roteiro dos Cruzeiros — Cristelo
Cruzeiro Do Senhor De Pereira
Num cruzamento, entre as leiras trabalhadas pelos agricultores de Cristelo, Rua do Campo-Longo com a Rua da Joaninha, destaca-se um pequeno cruzeiro que em 1911 foi derrubado. O então abade, Reverendo Padre Domingos Amorim, mandou reconstruí-lo, sendo novamente restaurado em 1940, após nova mutilação. Em 2007, a Junta de Freguesia de Cristelo mandou restaurar e colocar um novo Cruzeiro.
Cruzeiro Do Cemitério
Como na maior parte dos cemitérios de origem cristã, o cruzeiro identifica a fé com que os familiares e amigos pretendem resguardar e acompanhar os seus entes queridos.
Também em Cristelo, no cemitério local, hoje pertença da Junta de Freguesia, se encontra um cruzeiro em granito.
Cruzeiro
Mesmo no meio da povoação, a elegância do cruzeiro, provavelmente do século XVIII, de estilo semelhante ao de muitos das freguesias circunvizinhas, apela ao descanso nos três degraus da peanha. O crucifixo assenta numa esfera que um fuste estriado eleva.
O Largo (do Cruzeiro) que recebe o seu nome, fica no entroncamento das ruas do Sinal, Rua do Cruzeiro e Rua do Castanheiro. Este cruzeiro, restaurado na comemoração do VIII Centenário da Independência e o III da Restauração de Portugal, em 1940, como pode ler-se na base, foi ponto de reunião para a procissão dos clamores rumo a Santo Isidoro, em Moledo.
O espaço envolvente tem vindo a sofrer obras de embelezamento e contém um azulejo (1941) com representação de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal, sobre a legenda:
A Virgem Maria Senhora Nossa Foi Concebida
Sem Pecado Original.
Roteiro Dos Cruzeiros – Cristelo
O Cruzeiro é, por excelência, o padrão da Cristandade. Revela, no silêncio da pedra em que normalmente é construído, pintado ou esculpido, a fé em Jesus Cristo. A representação do Senhor na Cruz aparece muitas vezes isolada, ou com figuras complementares.
Encontramo-los nos caminhos, largos ou adros das povoações. Cristelo tem, na sua freguesia, quatro cruzeiros públicos:
Cruzeiro Do Paúl
Muito perto da Junta de Freguesia de Cristelo, no cruzamento da Rua 25 de Abril com a Rua do Castanheiro, situa-se, também um cruzeiro em granito da região, cuja área envolvente acabou de sofrer obras de embelezamento em 2009. Aí, quando curvam o caminho, as pessoas param e agradecem o dia, o trabalho ou a colheita.
Roteiro das Alminhas — Moledo
Alminhas Da Gateira
Na nova Rua do Crasto, no entroncamento com o antigo caminho da Gateira, ficam as Alminhas, cravadas numa propriedade particular e limitadas por um caixilho em pedra e, posteriormente, por um de azulejo. Neste oratório, aparecem as figuras das almas, sofrendo e apelando para o alto e encontrando a resposta em Jesus Cristo.
Alminhas
De Nossa Senhora Das Preces
Junto da Ribeira das Preces – na intercessão da Rua das Preces com a Avenida de Santana – e em frente da actual capela da mesma evocação da Virgem, encontra-se um oratório decorado com um painel de azulejos, envolvido em granito, representando Nossa Senhora das Preces com o Menino Jesus.
Alminhas Do Ingusto
Na encruzilhada da Rua de Paracoba com a Rua do Ingusto, saindo da Capela de Nossa Senhora de Ao Pé da Cruz, a caminho de Cristelo, encontramos um oratório onde os lavradores deixavam as espigas que caíam dos carros de bois quando transportavam o milho.
Contém a imagem de Nossa Senhora Ao Pé da Cruz.
Alminhas Do Cruzeiro
Tal como o nome indica, este oratório encontra-se no Largo do Cruzeiro (no início da Rua Manoel Cerqueira) incrustado numa propriedade particular, constituídas por um retábulo em pedra, com uma base setecentista encimada por uma cruz.
Roteiro Das Alminhas – Moledo
Convidamos os visitantes a percorrer um património cultural, social e religioso importante:
os oratórios que se encontram na via pública da freguesia de Moledo e que vulgarmente são designados por Alminhas. Esta designação reporta-se a painel figurativo do culto das almas penando no Purgatório, como que uma acção de solidariedade para com aqueles que partiram, onde, muitas vezes, se podem ler mensagens piedosas. Este culto popular, um misto de religiosidade e de superstição, encontra a explicação teológica no sentido da Ressurreição de Cristo que nos transmite, à luz da fé, a certeza da ressurreição dos mortos e da imortalidade da alma, como afirma José Silva Lima. Em Portugal, o culto das alminhas divulgou-se no tempo da Contra-Reforma, no século XVI e com as confrarias das almas. No dizer de Francisco de Babo, « Uma freguesia que não tem alminhas é como uma casa sem candeia… ». A comunidade moledense tem um apreço especial por estes oratórios que expressam a religiosidade do povo e reserva-lhes quotidianamente orações, atenções e cuidados:
Na parte alta da freguesia encontram-se ainda dois outros oratórios particulares de construção muito recente.
Um na Rua da Gateira e outro na Rua do Cruzeiro.
Alminhas De Santo Isidoro
Mandada construir em pedra granítica por António Manuel Alves Casal da Cruz, na orla da antiga Estrada Nacional 13, a pequena ermida (particular) situa-se bem perto da capela com o mesmo nome. Também conhecida por Capelinha de São Domingos, segundo fontes populares, apresenta, no seu interior, um retábulo das almas guardado numa urna de madeira. Aqui, os passantes descansavam e oravam devotamente, pedindo também bom caminho, bons negócios, boas colheitas e bons e saudáveis animais. A inscrição, « Ó vós que ides passando, lembrai-vos de nós que estamos penando », faz o apelo à oração pelos que já partiram.
Alminhas Da Trindade
Sobre um fontanário que ainda hoje serve a população, no cimo da Avenida Dr. Dantas Carneiro, quando entronca com a Rua Manoel Cerqueira, encontra-se uma pedra lavrada (1801) cujos ornatos representam as almas do purgatório.
Roteiro das Alminhas — Cristelo
Alminhas Do Paúl
Junto aos terrenos alagadiços da formosa e fértil veiga que alonga a freguesia de Cristelo até ao Pinhal do Camarido, e donde se deixam apreciar os verdes terrenos em que o milho ainda cresce, surge o nicho ao ar livre das Alminhas do Paúl. Estão situadas na confluência da Rua do Castanheiro com a Avenida Benemérita Josefina Augusta de Oliveira Botelho, actual Rua 25 de Abril.
O quadro com a representação das almas encimado por um cruzeiro, sofreu obras de restauro em 1940 e em 2008. Aqui, os agricultores, ainda hoje, param para descansar e orar com respeito e devoção.
Alminhas Do Camarido
No meio do famoso Pinhal do Camarido, cuja tradição mais antiga atribui a sua origem ao rei D. Dinis, segundo consta semeado pela mão humana dos habitantes de Cristelo e Moledo, bela e autêntica reserva da natureza (antiga Estrada Nacional 13), situa-se uma pequena ermida, com porta em ferro. O altar, cuja representação central destaca as almas do Purgatório, é ladeado por dois outros quadros que evidenciam a morte do justo e a morte do pecador, respectivamente. Nas paredes laterais existem dois painéis em azulejo: Coração de Maria e Santo António.
No exterior, à direita, encontra-se um pequeno alpendre com um banco que sempre serviu, não só para a oração, mas também para a paragem e descanso dos habitantes de Âncora, Moledo e Cristelo que se deslocam (deslocavam) a pé à Vila (Caminha).
A sua construção, datada de 1866, ficou a dever-se ao piedoso lavrador António Manuel Alves Casal da Cruz, tendo vindo a sofrer obras de restauro sucessivas, nomeadamente em 1907, 1909, 1940 e 2008.
Roteiro Das Alminhas – Cristelo
As Alminhas, simples oratórios no caminho público de muitas freguesias portuguesas, sobretudo nortenhas, apresentam-se em painéis, especialmente em pinturas, destinados a solicitar aos passantes orações pela remissão das almas dos mortos, muitas vezes representadas na ideia de sofrimento apelando para o Alto, encontrando a resposta em Jesus Cristo. Este culto popular, um misto de religiosidade e de superstição, encontra a explicação teológica no sentido da Ressurreição de Cristo que nos transmite, à luz da fé, a certeza da ressurreição dos mortos e da imortalidade da alma, como afirma José Silva Lima.
Em Portugal, o culto das alminhas divulgou-se no tempo da Contra-Reforma, no século XVI e com as confrarias das almas. No dizer de Francisco de Babo, « Uma freguesia que não tem alminhas é como uma casa sem candeia… ».
Cristelo também oferece aos visitantes dois exemplares:
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Altares e Zeladoras — Moledo
Altares E Zeladoras – Moledo
O altar, lugar com dignidade excepcional, considerado pelos crentes como espaço sagrado em todos os cultos, é tratado pelas religiões com o maior zelo, isto é, com o cuidado, o interesse e o esmero que merece.
Para os cristãos, o primeiro altar é a mesa da Eucaristia, onde Jesus Cristo celebrou, no Cenáculo, a Última Ceia – o sacrifício do Amor – com os seus discípulos. É sobre o altar que em cada dia, e em particular em cada Domingo, Dia do Senhor, se celebra a refeição sacrificial.
A partir do século IV torna-se fixo, em pedra, e aparece, muitas vezes, relacionado com relíquias dos mártires que, com Cristo, são associados ao Rei dos mártires. A evolução dos altares traz uma melhor correspondência às exigências arquitectónicas e decorativas dos edifícios construídos para templos cristãos. Historicamente, o altar tem vindo a evoluir também de acordo com o valor e significação próprios, fundamentado na sua função litúrgica. Com o Concílio Vaticano II, a posição do altar (a mesa da Eucaristia) alterou-se de modo a que o sacerdote se encontra voltado para a assembleia, permitindo uma melhor participação no acto sacrificial, em que Jesus Cristo é, Ele próprio, o Altar.
Nas igrejas e capelas, figuram igualmente altares dedicados a Nossa Senhora e a vários santos da devoção das comunidades, como mediadores na relação com o Altíssimo.
Muitas têm sido as pessoas, sobretudo senhoras, que, ao longo dos tempos, aprimoram piedosamente os vários altares das nossas igrejas paroquiais para que o acto se propague, também, na dignidade da harmonia que os olhos dos crentes contemplam. Fazem-no generosamente, dando de si, do seu trabalho e do seu tempo, e das suas flores ou das que lhes oferecem. Recebem o nome de Zeladoras. Diziam e dizem os visitantes de Moledo que «dá gosto entrar e encontrar o bom gosto e o asseio que as Igrejas e Capelas apresentam…».
Na Igreja Paroquial de Moledo , a devoção e a carinhosa manifestação do amor a Deus e aos santos da predilecção da comunidade passa pelo reconhecido asseio do templo e do adorno dos seus altares.
O Altar-mor , considerado em todas as comunidades como o altar mais rico, é, por excelência, a mesa onde se celebra a Eucaristia (Missa – acto essencial dos cristãos). Ao entrar pela porta principal, depara-se-nos, de topo, o altar-mor de modo a que se concentre nele toda a atenção da assembleia cristã. Tempo houve em que se confinava, como a maioria dos outros altares, a um género de consola em madeira implementado sob o sacrário – espécie de cofre onde é guardado, com toda a segurança, nobreza e dignidade, a píxide com a Sagrada Eucaristia, o tesouro máximo, misteriosamente vivo e presente no meio de nós. Sobre este encontra-se o trono, também apelidado de tribuna, para exposição do Santíssimo Sacramento. Hoje, alterado por força do Concílio Vaticano II, a Eucaristia celebra-se na Mesa do Altar, cuja disposição permite uma maior participação da assembleia cristã no sacrifício do Amor partilhado.
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Situada na nave, à direita do arco-cruzeiro, encontra-se uma peanha com a imagem de Nossa Senhora das Dores , reflectindo as sete dores do seu coração, as sete dores do sofrimento do Seu Filho: no entendimento ao ouvir a profecia de Simeão (Luc., 2, 25 -35); ao enfrentar a fuga com o Seu Filho para o Egipto (Mat., 2, 13-15); quando perdeu o Menino no templo (Luc., 2, 41-52); quando viu Seu Filho carregar a cruz a caminho do Calvário; ao acompanhar a Sua agonia (Jo., 19, 19-24); ao assistir ao momento de ser trespassado pela lança; e ao presenciar a crucifixão e morte de Seu Filho (Jo., 19, 25). A festa litúrgica da Virgem das Dores celebra-se no tempo da Paixão e a 15 de Setembro, se bem que muitas comunidades lhe reservem festas especiais.
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À esquerda do arco-cruzeiro, vemos uma peanha com a imagem de São José , pai reputado de Jesus (Luc., 3, 23), e esposo da Virgem Santa Maria (Mat., 1, 18; Luc., 1, 27). Mereceu o título de “Justo”: quer pelo reverente silêncio com que aceitou o mistério da concepção de Jesus no seio de Maria, quer pelas atenções dispensadas a Nossa Senhora e a Jesus (Mat., 1, 19-24); desde o nascimento em Belém e na apresentação do Menino no Templo (Luc., 2, 1); na defesa e fuga para o Egipto (Mat., 2, 13); no regresso a Nazaré (Mat., 2, 23; Luc., 2, 39); no ensino da arte de carpinteiro ao Menino (Mac., 6, 3); no acompanhamento de Jesus ao Templo de Jerusalém, quando Este tinha doze anos (Luc., 2, 41-51). Trabalhava como carpinteiro/operário (Mat., 13, 55), pelo que é reconhecido como padroeiro dos carpinteiros, marceneiros e operários. A festa litúrgica celebra-se a 19 de Março, considerado como Dia do Pai.
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O altar de Santo António , em estilo neo-clássico muito simples, situa-se na parede lateral direita da Igreja Paroquial.
Santo António nasceu em Lisboa, em 1195, com o nome de Fernando, por baptismo, tendo adoptado o nome de António aquando do seu ingresso na ordem dos Franciscanos, depois de ter sido cónego regular de Santo Agostinho. Veio a falecer em Pádua, Itália, em Junho de 1231, no Convento de Santa Maria. Razões por que estas duas cidades e estes dois países reivindicam a sua notoriedade. Tinha, então, trinta e seis anos.
A verdadeira profundidade da sua vida, os conhecimentos das Escrituras e a sua mestria em Teologia mereceram-lhe o epíteto de «Arca do Testamento» (Gregório IX). Conhecido como grande missionário e evangelizador, professor, confessor, doutor da Igreja, pregador e taumaturgo, depressa atinge uma popularidade intensa e duradoira, pelo que muitos artistas o ilustraram nas mais diversas obras e com as mais variadas técnicas. Nas imagens que o representam, com o Menino ao colo (devido ao incansável amor que Lhe dedicou), aparecem frequentemente dois símbolos: o livro, pela grande sabedoria da ciência bíblica e pelo dom da palavra (retórica) com que ilustrava os seus sermões, ainda hoje célebres; e o lírio, pelo reconhecimento da sua santidade na pureza de uma vida contemplativa e de uma alma integralmente consagrada a Deus.
A sua festa é celebrada, com a popularidade de santo e de casamenteiro, a 13 de Junho.
Portugal também o reconhece como patrono. Lisboa rende-se-lhe com o feriado municipal concedendo-lhe o título de orago.
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Na imagem vemos o Messias, o Salvador, que nos oferece o Seu coração amantíssimo. Por ser o culto do amor simbolizado pelo coração, revestiu caracteres de desagravo, com maior incremento a partir de Santa Margarida Maria Alacoque (1673/1675), com a fé em Jesus Cristo que nos quer com o Seu amor de Homem. Na cruz, depois de morto, o Seu coração foi trespassado pela lança. É o nosso Deus que caminha connosco. Esta maneira de viver a piedade cristã – experiência multissecular da Igreja – aparece associada à devoção das Cinco Chagas e, recolhida pelo concílio Vaticano II na Eucaristia pela vivência do mistério pascal. É liturgicamente celebrada na sexta-feira seguinte ao II Domingo de Pentecostes. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus, leva-nos também a promover a solidariedade universal da exigência fraterna e da celebração da Eucaristia na primeira sexta-feira de cada mês.
O Altar do Coração de Jesus apresenta pormenores de estilo neoclássico, bastante simples, envolvido por um arco de meia volta. Situa-se na parede lateral esquerda, junto ao arco cruzeiro.
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O culto mariano, a devoção a Maria, é um facto universal, aprovado e incrementado pela Igreja, como já profetizado pela própria Virgem Santíssima, quer pela maternidade divina, quer pela plenitude da graça e pela associação à obra redentora de Jesus Cristo.
Maria manifestou-se em Fátima (Cova da Iria, colina da Serra de Aire), concelho de Ourém, distrito de Leiria, em 1917, a três pastorinhos (Lúcia, Jacinta e Francisco) nos dias 13, de Maio a Outubro, convidando-nos a rezar o terço, todos os dias. O fenómeno religioso contraído pelo povo que foi comparecendo na Cova da Iria, guiado pelo intuito cristão e espírito mariano, impôs à própria Igreja o culto à Virgem de Fátima.
A grande devoção dos portugueses e de pessoas de todos os países, trouxe a Fátima o epíteto de “Altar do mundo”. Os Papas Paulo VI (1967) João Paulo II (1982 e 1986) e Bento XVI (2010) visitaram Fátima como peregrinos.
Festa a 13 de Maio e a 13 de Outubro.
Oração do Terço
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Dedicado à reflexão, convida-nos ao percurso da visão do “lugar inferior”, do abismo do sofrimento (Inferno), aquietada de um tempo de purificação acerca da fragilidade humana e dos comportamentos (Purgatório), ao destino dos bons e dos justos que ressuscitarão para a Vida, na contemplação do amor de Deus (Paraíso).
Porque acreditam que Deus é bom e misericordioso, os cristãos oram pelos seus entes queridos que os precederam na partida.
Em estilo renascentista, o altar das Almas – retábulo em talha, de pormenor importantíssimo, sob uma representação da Santíssima Trindade, situa-se à esquerda da entrada lateral.
Rematando a parte inferior do painel, as figuras apontam-nos para as três virtudes teologais:
Fé, Esperança e Caridade. Santo Amaro e de São Bento completam o altar. A guarnição alude ao século XVII. Todo o altar foi restaurado em 2008.
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Sabe-se que o culto ao Imaculado Coração de Maria terá começado nos séculos XII a XIV, pelo que o mundo inteiro lhe dedica uma grande devoção.
A festa, móvel, realiza-se sempre no sábado a seguir ao da festa do Sagrado Coração de Jesus. Numa perspectiva cristocêntrica, a devoção ao Santíssimo Coração de Jesus une inseparavelmente o culto ao Imaculado Coração de Maria, pois Maria é quem melhor conheceu, amou, adorou e reparou o Coração de Jesus. Ela é a melhor Mestra desta devoção: o CORAÇÃO CHEIO DE BONDADE E MISERICÓRDIA.
O Altar dedicado ao Imaculado Coração de Maria é o primeiro que nos aparece, situado na parede lateral esquerda da Igreja Paroquial. Em estilo neo-clássico do século XIX, apresenta-nos a imagem da Virgem numa resplandecência da luz que imana do seu coração imaculado.
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A imagem da Senhora de Ao Pé da Cruz apresenta-nos Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, cujo nome Mariam, ou Miryam, significa amar e senhora. Aqui, a devoção a Maria Santíssima revela-nos um dos momentos fortes da Paixão do Senhor, na dor junto à cruz (Jo 19, 25-27) com «… o amor mais ardente de todos os que O seguiam…».
Maria ocupa um lugar muito importante no coração e na vida dos habitantes de Moledo que lhe dedicam as suas preocupações e lhe cantam:
“Senhora do Pé da Cruz Só Vós nos podeis valer:
Se o mar é forte, Senhora Maior é o Vosso poder.” Desde 1970, a festa da Senhora, como é designada pelos moledenses e amigos de Moledo, celebra-se no primeiro domingo de Agosto.
O asseio da Capela e o adorno dos altares é da responsabilidade das senhoras que pertencem anualmente à comissão de festas, tornando-se, uma a uma, a zeladora mensal.
No presente ano, são zeladoras da Capela da Senhora Ao Pé da Cruz:
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No apreço pela oração, Maria convida-nos a rezar todos os dias.
O nome de Senhora das Preces ficou a dever-se à situação da primeira capela (destruída pela construção do caminho-de-ferro) junto às antigas “alminhas”, oratório público, em pedra, próximo à Estrada do Real. Segundo o testemunho de pessoas que então circulavam entre Âncora e Caminha e que costumavam rezar pelo caminho, dedicavam as suas orações a Nossa Senhora, pelo que passaram a chamar-lhe Senhora das Preces.
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O altar dedicado a Santo Isidoro é o único da capela dedicada ao dito santo, situada sobre os rochedos da praia, na parte sul da freguesia de Moledo, num local provavelmente denominado como São Salvador de Bulhente, junto à antiga freguesia de Gontinhães.
Pretende venerar, desde 1652, Santo Isidoro.
Santo Isidoro (560 – 636) foi arcebispo de Sevilha em 599. Foi considerado um dos maiores conselheiros dos reis visigóticos e organizador dos concílios regionais de Espanha. Poeta e exegeta, considerado um doutor da Igreja e mestre em teologia, é autor de uma riquíssima obra literária do séc. VII, compilada em vinte volumes com o título “Sobre a origem de certas coisas”.
A Capela de Santo Isidoro é a sede da irmandade de Santo Isidoro, no Alto Minho, onde se “faziam ouvir grandes clamores para se fazerem lembrar diante de Deus”(Ecl, 50, 18), sobretudo em tempos de seca.
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Colaborar com a abnegação das zeladoras dos altares, é comparticipar com a alegria do embelezamento da casa de Deus que nos acolhe.
A comunidade agradece!
Altares e Zeladoras — Cristelo
Altares E Zeladoras – Cristelo
O altar, lugar com dignidade excepcional, considerado pelos crentes como espaço sagrado em todos os cultos, é tratado pelas religiões com o maior zelo, isto é, com o cuidado, o interesse e o esmero que merece.
Para os cristãos, o primeiro altar é a mesa da Eucaristia, onde Jesus Cristo celebrou, no Cenáculo, a Última Ceia – o sacrifício do Amor – com os seus discípulos. É sobre o altar que em cada dia, e em particular em cada Domingo, Dia do Senhor, se celebra a refeição sacrificial.
A partir do séc. IV torna-se fixo, em pedra, e aparece, muitas vezes, relacionado com relíquias dos mártires que, com Cristo, são associados ao Rei dos mártires. A evolução dos altares traz uma melhor correspondência às exigências arquitectónicas e decorativas dos edifícios construídos para templos cristãos. Historicamente, o altar tem vindo a evoluir também de acordo com o valor e significação próprios, fundamentado na sua função litúrgica. Com o Concílio Vaticano II, a posição do altar (a mesa da Eucaristia) alterou-se de modo a que o sacerdote se encontra voltado para a assembleia, permitindo uma melhor participação no acto sacrificial, em que Jesus Cristo é, Ele próprio, o Altar.
Nas igrejas e capelas, figuram igualmente altares dedicados a Nossa Senhora e a vários santos da devoção das comunidades, como mediadores na relação com o Altíssimo.
Muitas têm sido as pessoas, sobretudo senhoras, que, ao longo dos tempos, aprimoram piedosamente os vários altares das nossas igrejas paroquiais para que o acto se propague, também, na dignidade da harmonia que os olhos dos crentes contemplam. Fazem-no generosamente, dando de si, do seu trabalho e do seu tempo, e das suas flores ou das que lhes oferecem. Recebem o nome de Zeladoras.
Na Igreja Paroquial de Cristelo , reconhece-se um acentuado espírito comunitário de adoração a Deus, Criador e Amor, e uma calorosa devoção a Maria, a Sâo Tiago e a outros santos, pelo que é reservado um aprimorado embelezamento dos espaços.
O altar da capela-mor situa-se mesmo em frente à porta principal da Igreja Paroquial, com o objectivo de que se concentrem nele todas as atenções da assembleia cristã. É considerado por todas as comunidades como o altar mais rico, já que é, por excelência, a mesa onde se celebra a Eucaristia (Missa).
Fruto das reflexões do Concílio Vaticano II, actualmente o altar-mor (a mesa da Eucaristia) passou a situar-se no meio da capela-mor de modo a que o sacerdote se encontre voltado para a assembleia, permitindo uma melhor participação no acto sacrificial, em que Jesus Cristo é, Ele próprio, o Altar.
Com retábulo em estilo barroco, que o antecede, exibe um sacrário de grande beleza com baixos-relevos. O sacrário é semelhante a um cofre onde se encontra guardado, com a segurança e dignidade que o maior tesouro exige, Cristo vivo e presente na hóstia consagrada. Contém o Sacrário, a Tribuna onde se coloca o Santíssimo Sacramento para adoração. A Tribuna da Igreja Paroquial de Cristelo contém as imagens dos quatro evangelistas. Igualmente quatro pinturas, duas do lado esquerdo com São Pedro e Santo António, e duas do lado direito com São Paulo e São Francisco de Assis.
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Ainda na capela-mor, numa peanha colocada à esquerda, é venerada a imagem (séc. XVIII) do padroeiro, São Tiago , o Maior, filho de Zebedeu e de Salomé (uma das mulheres que acompanhou Jesus e adquiriu aromas para O perfumar). São Tiago foi discípulo de São João Baptista. Jesus escolheu-o como apóstolo, tornando-se um dos seus mais íntimos. De carácter impetuoso e arrebatador por amor a Cristo, granjeou o título de “filho do trovão” e tornou-se um dos grandes da Igreja de Jerusalém, o que lhe mereceu o ódio de Herodes Agripa I, que o mandou decapitar, na Palestina, no ano 42 da Era Cristã. Espanha rende-lhe culto especial pela tradição lendária da sua presença, onde se teria fixado, durante sete anos, a evangelizar, após a descida do Espírito Santo. Patrono de Espanha, é centro de peregrinações e caminhos (Santiago de Compostela – Campus Stella), onde lhe foi erigido um túmulo, pelo facto de o seu corpo, após o martírio, ter aportado à foz do Rio Hulla, Galiza.
A sua festa realiza-se a 25 de Julho e, quando este dia coincide com um Domingo (dia do Senhor), é considerado Ano Santo (Jacobeu). Bento XVI esteve recentemente junto do túmulo de Santiago, como peregrino.
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À direita, a imagem de Nossa Senhora da Conceição (finais do séc. XVIII), revela-nos Maria concebida Imaculada, no ventre materno de sua mãe (Santa Ana). A Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, cujo nome (Mariam / Miryam) significa amar / senhora, nasce adornada de graça santificante e surge, aos olhos de Deus, sem mancha, toda pura, toda santa, toda formosa, sem pecado original, portanto, não privada da presença divina. Trata-se de um privilégio único de Deus dedicado àquela que iria ser a Sua Mãe.
O início do culto dedicado à Imaculada Conceição reporta-nos ao Oriente do séc. VII.
Muitas nações a escolheram como padroeira, muitas igrejas e catedrais lhe são consagradas.
Portugal chama-lhe Rainha desde 1646 (D. João IV).
A festa da sua veneração realiza-se a 8 de Dezembro.
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Junto ao arco cruzeiro, no topo direito da nave, o altar referenciado como o do Coração de Jesus , de talha muito simples, contempla três imagens:
O Coração de Jesus , ao centro, traduz-nos a maior e melhor representação da religião cristã: a do Deus-Amor, do Deus-Encarnado. Concretiza o amor sublime na relação de Deus com a humanidade. Deus é Amor (1Jo. 4, 8-16; Bento XVI, 2005). Desde os primórdios do cristianismo, a Igreja reconhece na chaga de Cristo crucificado o lugar eleito da contemplação amorosa do mistério da redenção. Por ser o culto do amor simbolizado pelo coração, revestiu caracteres de desagravo, com maior incremento a partir de Santa Margarida Maria Alacoque (1673/1675), com a fé em Jesus Cristo que nos quer com o Seu amor de Homem. Desde o Concílio Vaticano II, o sentido bíblico do culto ao Coração de Jesus é reconhecido como símbolo de fé, como adesão pessoal ao Deus que se revela e que salva.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus, leva-nos também a promover a solidariedade universal da exigência fraterna e da celebração da Eucaristia na primeira sexta-feira de cada mês.
A imagem do Coração de Jesus, com 1,10m de altura, ostenta estilo moderno.
Na imagem do Coração de Maria encontramos Maria que, ao acompanhar o crescimento de Seu Filho, ia percebendo a grande missão que lhe tinha sido confiada e “Tudo guardava no seu coração”, como nos diz São Lucas. Maria é, no seu coração, fonte e origem da oferta de Salvação, toda e sempre pura. Por isso se chama Imaculada.
Sabe-se que o culto ao Imaculado Coração de Maria terá começado nos séculos XII a XIV, se bem que oficialmente o culto público date de 1855, pelo que o mundo inteiro lhe dedica uma grande devoção.
A festa, móvel, realiza-se sempre no sábado seguinte ao da festa do Sagrado Coração de Jesus. Numa perspectiva cristocêntrica, a devoção ao Santíssimo Coração de Jesus une inseparavelmente o culto ao Imaculado Coração de Maria, pois Maria é quem melhor conheceu, amou, adorou e reparou o Coração de Jesus. Ela é a melhor Mestra desta devoção: o CORAÇÃO CHEIO DE BONDADE E MISERICÓRDIA.
A pequena imagem vestida do Menino Jesus reporta-nos para São Lucas (o evangelista da misericórdia) que nos narra a infância de Jesus (ajuda), o Salvador (salva dos pecados), o Messias (prometido, Filho de Deus vivo), o Cristo (ungido de Deus), o Servo (na Sua missão ao serviço da humanidade). Desde o anúncio do Seu nascimento (Luc.1, 26-38), o nascimento em Belém (Luc.2, 1-14), a circuncisão e manifestação (Luc.2, 21-32; 40), apresentação, perda e encontro no templo de Jerusalém (Luc.2, 41-52), Jesus revela um crescimento harmonioso, próprio dos meninos do seu tempo, preparado para a missão que Lhe fora confiada, numa doação plena de amor ao Pai, aos pais e à humanidade.
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São Sebastião , de grande devoção popular, situa-se num nicho situado do lado direito da Igreja. Valoroso soldado romano, natural de Narbona, capitão da corte da guarda pessoal dos imperadores Dioclesiano e Maximiano, não se coibiu de propagar a sua fé em Jesus Cristo e de ajudar os cristãos mais necessitados. O seu espírito religioso e a sua caridade mereceram-lhe o ser açoitado até à morte, em Roma (inícios do séc. IV), pelo que foi reconhecido, desde a Idade Média, como um dos grandes mártires. Por ter sido sepultado no cemitério (ad catacumbas) da Via Ápia, estas receberam o seu nome. Conta-se que, por intercessão de São Sebastião, a quem o povo crente pedia com fervor, Roma foi protegida da peste por altura dos anos 680. É considerado protector da peste, da fome e da guerra e os lavradores suplicam -lhe a fecundidade para as suas terras.
Festa a 20 de Janeiro.
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A imagem de São José situa-se na parede lateral sul. Pai putativo de Jesus (Luc., 3, 23), e esposo da Virgem Santa Maria (Mat., 1, 18; Luc., 1, 27), mereceu o título de “Justo”: quer pelo reverente silêncio com que aceitou o mistério da concepção de Jesus no seio de Maria, quer pelas atenções dispensadas a Nossa Senhora e a Jesus (Mat., 1, 19-24); desde o nascimento em Belém e na apresentação do Menino no Templo (Luc., 2, 1); na defesa e fuga para o Egipto (Mat., 2, 13); no regresso a Nazaré (Mat., 2, 23; Luc., 2, 39); no ensino da arte de carpinteiro ao Menino (Mac., 6, 3); no acompanhamento de Jesus ao Templo de Jerusalém, quando Este tinha doze anos (Luc., 2, 41-51). Pelo facto de ter trabalhado como carpinteiro/operário (Mat., 13, 55), merece o reconhecimento de patrono dos carpinteiros, marceneiros e operários.
A festa litúrgica (Dia do Pai) celebra-se a 19 de Março.
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A imagem de Nossa Senhora de Fátima , também na parede sul, alude ao culto mariano.
A Virgem Maria manifestou-se em Fátima (Cova da Iria, colina da Serra de Aire), concelho de Ourém, distrito de Leiria, em 1917, a três pastorinhos (Lúcia, Jacinta e Francisco) nos dias 13, de Maio a Outubro, convidando-nos a rezar o terço do Rosário , todos os dias. O fenómeno religioso contraído pelo povo que foi comparecendo na Cova da Iria, guiado pelo intuito cristão e espírito mariano, impôs à própria Igreja o culto à Virgem de Fátima.
Pela grande devoção dos portugueses e de pessoas de todos os países, Fátima é, hoje, conhecida como “Altar do mundo”. Os Papas Paulo VI (1967) João Paulo II (1982 e 1986) e Bento XVI (2010) visitaram Fátima como peregrinos.
Festa a 13 de Maio e a 13 de Outubro.
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O altar das Almas está situado junto ao arco cruzeiro, do lado esquerdo da Igreja. De feição popular e talha simples, um painel dedicado às Almas, em alto-relevo propõe-nos uma reflexão sobre o sentido da vida e da morte. A vida para além da morte encontra-se definida na literatura sapiencial (Sab. 2, 22) que refere que Deus criou o homem para a imortalidade.
A ilustração do painel reflecte o percurso da visão do “lugar inferior”, do abismo do sofrimento (Inferno), por uma demora para purificação pela fragilidade humana (Purgatório), ao destino dos bons e dos justos que ressuscitarão para a Vida, na contemplação do amor de Deus (Paraíso).
Porque acreditam que Deus é bom e misericordioso, os cristãos oram pelos seus entes queridos que os precederam na partida. No mês de Novembro, o mês das Almas, há a recitação diária do terço. No Dia dos Fieis Defuntos celebra-se a Eucaristia e visita-se o cemitério. A Irmandade das Almas realiza com solenidade o Jubileu.
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A peanha com a bonita e bem conservada imagem da Senhora do Rosário , obra do séc. XVIII e restaurada recentemente, apresenta-nos Maria com o seu Filho ao colo (lado esquerdo) seguindo, com a mão direita, as cento e cinquenta contas do rosário (original) ao som das ave-marias.
A citação do rosário é uma oração vocal, repetida, composta por 15 dezenas de ave-marias distintas, 15 pai-nossos e 15 glórias que se traduzem em actos de amor. É nesta oração, considerada como um compêndio do evangelho no seguimento da oração dos 150 salmos, que se contemplam os 15 mistérios da fé, divididos por três conjuntos (terço do rosário), tendo Maria como mediadora.
Oração do terço
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A peanha com uma imagem muito perfeita de Nossa Senhora das Dores (séc. XVIII) situa-se na parede lateral norte. A devoção à Virgem das Dores dá-nos a conhecer as sete dores do coração de Maria, as sete dores do sofrimento do Seu Filho: no entendimento ao ouvir a profecia de Simeão (Luc., 2, 25 -35); ao enfrentar a fuga com o Seu Filho para o Egipto (Mat., 2, 13-15); quando perdeu o Menino no templo (Luc., 2, 41-52); quando viu Seu Filho carregar a cruz a caminho do Calvário; ao acompanhar a Sua agonia (Jo., 19, 19-24); ao assistir ao momento de ser trespassado pela lança; e ao presenciar a crucifixão e morte de Seu Filho (Jo., 19, 25).
A festa litúrgica da Virgem das Dores celebra-se no tempo da Paixão e a 15 de Setembro, se bem que muitas comunidades lhe reservem festas especiais.
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A imagem de Santo António (século XVIII) fica situada na parede lateral esquerda.
Santo António nasceu em Lisboa, em 1195, com o nome de Fernando, por baptismo, tendo adoptado o nome de António aquando do seu ingresso na ordem dos Franciscanos, depois de ter sido cónego regular de Santo Agostinho. Veio a falecer em Pádua, Itália, em Junho de 1231, no Convento de Santa Maria. Razões por que estas duas cidades e estes dois países reivindicam a sua notoriedade. Tinha, então, trinta e seis anos.
A verdadeira profundidade da sua vida, os conhecimentos das Escrituras e a sua mestria em Teologia mereceram-lhe o epíteto de «Arca do Testamento» (Gregório IX). Conhecido como grande missionário e evangelizador, professor, confessor, doutor da Igreja, pregador e taumaturgo, depressa atinge uma popularidade intensa e duradoira, pelo que muitos artistas o ilustraram nas mais diversas obras e com as mais variadas técnicas. Nas imagens que o representam, com o Menino ao colo (devido ao incansável amor que Lhe dedicou), aparecem frequentemente dois símbolos: o livro, pela grande sabedoria da ciência bíblica e pelo dom da palavra (retórica) com que ilustrava os seus sermões, ainda hoje célebres; e o lírio, pelo reconhecimento da sua santidade na pureza de uma vida contemplativa e de uma alma integralmente consagrada a Deus.
A sua festa é celebrada, com a popularidade de santo e de casamenteiro, a 13 de Junho. Os devotos pedem a sua ajuda para encontrar coisas perdidas, a cura para os animais e atender a outras necessidades.
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A imagem de Santa Teresinha , de estilo mais moderno, muito bem conservada, compõe o restante espaço Norte da Igreja Paroquial, junto à imagem de Santo António.
Santa Teresinha, de seu nome Marie Françoise Thérèse Martin, nasceu em Alençon, França, em 1873, entrou com 15 anos no Convento do Carmelo, em Lisieux, tendo dedicado toda a sua breve existência (24 anos – faleceu em 1897) a uma piedosa espiritualidade, devido à sua ilimitada confiança na solicitude do amor de Jesus, num desejo pessoal de santidade, razões que lhe proporcinaram o cognome de Santa Teresinha do Menino Jesus. De grande sensibilidade e precoce maturidade, descobre o seu «caminho pequenino» numa «infância espiritual» correspondendo ao apelo de Deus. Acompanhada pelo sofrimento da perda dos familiares mais queridos, mesmo na sua doença, revela um amor incontornável a Jesus, escrevendo as suas recordações de infância (autobiografia manuscrita), hoje compiladas num volume com o título «História de uma Alma». A popularidade granjeada mereceu a sua canonização em 1925 e a exposição da sua imagem em inúmeros altares. Padroeira das Missões e doutora da Igreja.
Festa a 1 de Outubro.
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O altar de Nossa Senhora das Areias situa-se na capela com o mesmo nome, junto à foz do Rio Minho, construída sobre uma duna. A grande devoção a Maria, nesta Capela, comemora a vitória dos caminhenses ao impedirem a entrada da segunda invasão francesa através do rio Minho, recebendo, por tal acontecimento, o nome de Senhora do Bom Sucesso .
Toda esta devoção a Nossa Senhora recorda-nos que a Virgem Maria, que acolhe no seu coração toda a humanidade, é para nós modelo e intercessora.
Maria apresenta e propõe as atitudes fundamentais, no acolhimento do projecto, na obediência da fé, na fidelidade, na confiança e no louvor a Deus que opera maravilhas e nos oferece o dinamismo de uma vida nova com Jesus Cristo.
A Capela foi edificada no século XIX e restaurada no século XX, com a ajuda dos habitantes de Cristelo.
Festa no primeiro domingo de Setembro.
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Colaborar com a abnegação das zeladoras dos altares, é comparticipar com a alegria do embelezamento da casa de Deus que nos acolhe.
A comunidade agradece!
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